Em um segundo eu consegui perceber o formar de um sorriso seu. E quantos sorrisos foram formados em 31536000 segundos, hein? Ai de mim se tivesse pretensão em contá-los todos. Me perderia, com certeza. Como se fosse possível prestar atenção em números ou em contagens te vendo sorrir.
De um minuto eu precisei para analisar todo o seu perfil e me pré-apaixonar, mesmo sem te conhecer. Em 525600 minutos eu nem sei te dizer por quantas vezes me apaixonei. Se eu tivesse contado, também me perderia. Quando a gente se apaixona é sempre difícil fazer contas.
Uma hora (ou um pouco mais) foi o que eu me atrasei no nosso primeiro encontro. Em 8760 horas eu poderia me atrasar diversas vezes, só pra te ver como se fosse a primeira vez, dizer "Oi, Castanha!" e te abraçar. E se assim fosse, eu ainda não contaria o número de vezes. Ao te abraçar, eu só seria capaz de contar os teus batimentos cardíacos e nada mais.
Um dia basta pra gente ir à praia, assitir a filmes, deitar na rede e outros programas de namoradinhos. Um dia bastou pra eu te conhecer e ter certeza de que você era especial. Em 365 dias eu percebi que especial era pouco pra você e hoje eu tenho certezas sobre eternidade. E eu continuo sem contar. Eternidade não se conta.
Um ano parece pouco, não é? Mas quando esse ano é com você, é impossível sequer levar em conta os anos anteriores. É difícil saber se eu tenho vinte ou um ano só. Eu fico com a segunda opção. E esse um ano eu consigo contar, hoje. Mas, eu creio que quando passarmos dos 50, dos 60 anos, eu terei dificuldade em contá-los. Peço perdão, desde já.
No mundo dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, dos anos, não importa. O único mundo que importa é esse que eu vivo contigo, meu amor. E é nesse mundo que eu quero continuar sempre vivendo.
Feliz um ano de nós dois, tchuca!
Te amo!
01/11/07
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- Que tipo de música você mais gosta?
- MPB.
- Eu acho MPB chato, eu gosto é de Pooooop!!
- É que tu só tem nove anos. Sabia que quando tu tiver a minha idade tu vai gostar de MPB também?
- Virou vidente agora, foi?
- Não, é que quando a gente cresce a gente aprende a gostar das coisas que são realmente boas. Fica mais experiente, mais sabido...
- "Sabido" ou "Sábio"?
- Err... Sábio.
- Tô vendo.
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Eu te amo um tanto sem tamanho. E por mais que eu tente, nunca vou conseguir te mostrar o tamanho desse tanto sem tamanho. É no esforço de tentar conseguir isso que não se consegue que eu descubro cada vez mais o tanto - sem tamanho - que te amo. Descobrindo então, me sinto amando um tantinho a mais que o tanto que eu já amava, e aí parece que não tem mais fim o tal do tanto. Nem fim, nem tamanho.
Fico perdido nesse ciclo vicioso, mas nem me importo de fato, porque mesmo sem saber do fim e do tamanho do que não tem fim nem tamanho, eu sei de você. É aí que eu percebo que tudo fica tão simples. Eu sou acolhido pela tua imagem que vem à minha cabeça e toda a complicação é simplificada por uma palavra: eternidade.
É mais ou menos assim que eu te amo. De um amor sem fim nem tamanho. De um amor que, a gente sabe de um jeito nosso, é eterno. E o "pra sempre" nem sempre acaba.
Mais uma vez - não me canso - te amo!
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Não consigo conviver com os defeitos das pessoas que possuem os mesmos defeitos que eu.
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Adoro metáforas. Odeio excesso de metáforas.
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Ficou todo o tempo tentando montar um castelo bonito com blocos de montar. Demorava muito tempo em cada castelo e raramente conseguia passar da metade. Conseguiu terminar alguns. Poucos, mas conseguiu. Mas, apenas alguns desses alguns ficaram bonitinhos. Poucos dos poucos, mas ficaram. Porém, não queria um castelo bonitinho. Queria um bonito, de verdade.
Foi então que avistou um punhado de areia ao seu lado. Areia, por que não? Começou a montar um castelo de areia. E qual não foi a sua surpresa quando ele percebeu que, em poucos minutos, o castelo já estava pronto. Tão mais rápido que os que ele tentava fazer com blocos de montar. Lá estava, montado, seu novo castelo. De areia, agora.
Teve vontade de ficar triste. Sim, afinal, castelos de areia são tão frágeis, tão facilmente derrubáveis. Uma chuva, um vento, uma pessoa um pouco desastrada. Qualquer coisinha ínfima pode derrubar um castelo de areia. Se perdesse aquele castelo, toda a sorte de achar a areia e todo o trabalho pra construí-lo seriam em vão. Os antigos, de bloco de montar, era ele quem derrubava. Tinha medo, pois agora as coisas não estavam sob o seu controle.
Mas, e daí? Castelos de areia são muito mais bonitos que castelos de bloco de montar. E aquele era, de fato, bonito. Ah, se era. Se tem um castelo que era bonito de verdade, era aquele. O mais bonito dos castelos de areia. E faria de tudo para protegê-lo e deixá-lo sempre de pé. Ah, se faria.
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Mundo incrível
Você já parou pra pensar que esse cara que tu considera teu amigo pode ser um canalha? E essa tua namorada que diz que só pensa em você, será que ela não é uma vaca que tá te fazendo de idiota? Será que o teu amigo canalha não tá comendo a tua namorada vaca? Meu irmão, será que você é corno e não sabe?
O ser humano possui a mania de criar imagens sobre outros seres humanos. É simples, pega-se tudo o que a pessoa nos transmite, junta-se, coloca-se numa forma untada, deixa-se no forno por 5 minutos e pronto! Tem-se uma linda imagem formada sobre uma pessoa. O que o ser humano não costuma fazer é parar pra pensar numa coisa que é lógica: uma pessoa só transmite aquilo que lhe convém, o que poderia trazer uma imagem ruim é deixado de lado. Óbvio! Ninguém quer ser mal visto pela sociedade.
Deixando de pensar nessa coisa lógica, o ser humano se fode por acreditar inteira e cegamente em outro ser humano. Santa ignorância, ninguém é 100% sincero nessa vida. Nem eu, nem você. Nem a tua mãe, porra! Ninguém é como a gente pensa. Nem a gente é, na verdade, como os outros pensam. E essa máxima vai reinar eternamente.
É por isso que eu digo: nunca confie inteiramente em ninguém [não, nem na sua mãe]. Não vale a pena o esforço. Fazendo isso, você vai estar preparado quando se decepcionar com alguém. Vai sofrer menos quando o morrinho de lama que você montou com a imagem da pessoa que tu gosta desmoronar. Infelizmente, o ser humano tende à falsidade e à hipocrisia, por questão de sobrevivência.
Abra o olho, amigão!
PS: Que fique claro: eu não sou corno. Pelo menos eu acho que não. Ou seja, devo ser.
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Foi mal aí.
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Esses dias, lendo alguns históricos antigos, da época em que o IRC estava no auge, lá pelos meados de 2002, 2003, eu descobri o quão idiota eu era. Mas, nesses históricos de 2002, 2003, há conversas em que eu comento sobre históricos mais antigos ainda, de 2000, 2001, e digo que havia descoberto o quão idiota eu era. Em 2002, eu achava que eu era idiota em 2000. E agora em 2006 eu acho que eu era idiota em 2002. Sabem o que isso significa?
- Que o ser humano sempre muda e sempre busca melhorar?
Não. Significa que não importa o contexto histórico, eu sempre serei um idiota.
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